Para fazer um trabalho de pesquisa (dentre vários tipos existentes), nós fre-qüentemente temos  que obter das pessoas entrevistadas, informações rela-cionadas a dados pessoais. Normalmente, a confidencialidade de todas as res-postas faz parte das expectativas do respondente.  Mas, esta preocupação é um assunto importante, até mesmo quando a informação pedida é trivial.

Por estas razões, o pesquisador deve usar um método no processamento de dados que impedirá a identificação dos indivíduos. Simplesmente dizer que não divulgaremos qualquer nome não é suficiente. Sempre há alguma probabilidade de vazamento de informações. Nos piores casos, as pessoas com quem o pesquisador tem um contrato, poderiam querer ganhar alguns "extras" tentando fazer com que quebremos nossas regras de confidencialidade.

O pesquisador tem que proteger a si mesmo e sua informação. Para ter garan-tias concretas de confidencialidade, podem ser usadas várias estratégias na administração dos dados.

 
 
 
 
 
 
 
 
Quando iniciamos uma pesquisa, quebramos qualquer ligação entre a lista dos que fazem parte de nossa amostra e dos verdadeiros respondentes do ques-tionário. O objetivo é tornar impossível achar o nome de qualquer indivíduo que preencheu este ou aquele questionário. Usar números não é suficiente. Se há uma possibilidade para saber que o questionário "X" foi preenchido pela pessoa número 24, um simples relance na lista e a confidencialidade estará perdida.

Para maior segurança, o uso de números nos questionários (para compilação) pode ser utilizado, afinal, as respostas são somadas à de outros questionários.

Em entrevistas gravadas, usamos uma pequena quantidade de fitas. Assim, uma vez preenchida e conferida a grade de entrevistas com a ajuda da gravação, os prováveis elementos de identificação do respondente desaparecerão.

As fitas são re-utilizadas em intervalos regulares, o que assegura o sucesso do procedimento de confidencialidade. No fim, resta apenas apagar as fitas das entrevistas mais recentes para evitar qualquer risco. Nunca devemos subesti-mar os riscos relacionados a probabilidade de vazamento de informação.

Somente uma metodologia bem definida pode ser um verdadeiro seguro.

 
 
 
   
 
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